Here’s looking at you, kid

Fez ontem 65 anos que estreou o «Casablanca». Este é um dos grandes clássicos intemporais do cinema americano. Passado entre Paris e Casablanca e filmado num cru preto e branco, é uma daquelas histórias de amor que pouco tem de cor-de-rosa.

Rick (Humphrey Bogart) é um homem sarcástico que esconde um grande desgosto amoroso. Ilsa (Ingrid Bergman) sacrificou a sua felicidade (e a de Rick) por uma causa. O resto das personagens anda a passear por um cinzento entre o Bem e o Mal. E aqui reside a essência da história: um amor impossível cuja dor se torna suportável em nome de outros valores.

No fundo, é o humor cínico de Rick, a sacanice do capitão Renault, o tempo de Paris e o final agridoce que me faz gostar tanto do filme.

4 Respostas to this post.

  1. Em tempos de guerra, onde tudo é instável, sempre em mudança, em alvoroço, levando mesmo a algum desalento no prazer de viver, é curioso como uma música pode, por momentos, voltar a colocar tudo no sítio. Tudo quanto é preciso é um piano e uma voz rouca de blues, lembrando-nos a todos que um beijo continua a ser um beijo. E isso é o que mais importa, no final de tudo!
    Play it again, Sam!

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  2. Posted by bruno de sousa on Quarta-feira, 28 Novembro, 2007 at 23:11

    O amor morrendo num beijo que nasce.. Paris: a liberdade aprisionada de uma guerra estúpida. o fervor nacionalista da Marselhesa cantada num abrigo da Liberdade cheio de nazis. a intolerência que não vence o amor. Bogart num papel que me faz chorar e onde a música nos toca a melodia da alma. Toca outra vez Sam.. que o amor é hoje na casablanca dos meus sonhos.
    P.S. Mts parabéns mariana pelo blog inteligente.

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  3. Posted by marianapcosta on Domingo, 2 Dezembro, 2007 at 22:33

    Eia, Sousa, tens alma de poeta! :)
    Obrigado pelo comentário!

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  4. With the coming of the Second Word War, many eyes in imprisioned Europe turned hopefully, or desperately, toward the freedom of the Americas. Lisbon became the great embarkation point. But not everybody could get to Lisbon directly, and so, a tortuous, roundabout refugee trail sprang up. Paris to Marseilles, across the Mediterranean to Oran, then by train, or auto, or foot, across the rim of Africa to Casablanca in French Morocco. Here, the fortunate ones, through money, or influence, or luck, might obtain exit visas and scurry to Lisbon, and from Lisbon to the New World. But the others wait in Casablanca — and wait — and wait — and wait.

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